Como citei anteriormente, sou grande admiradora de obras de arte, porem à visita a 6ª BIENAL, me deixou muito emocionada, perplexa, pois percebi que a técnica da escultoria, a pintura o material usado e a beleza visual da obra não é o mais importante, ficando por conta deste a idéia e o que vem para servir a idéia. Postei-me diante do quadro dos “is” e pasmei-me a pensar o que aconteceria se realmente tirássemos os pingos dos “is”.Toda leitura seria vaga, sem nexo, viraria bagunça.
Mas e na vida real? Alguém retirou os pingos dos “is”? Será por isto que o mundo está em desordem política, econômica e cultural? Por vezes, isto é necessário para podermos chegar a uma organização. Esta obra é um paralelo com a nossa vida diária. Na educação, muitas vezes já foram retirados os pingos dos “is”, mas isto é necessário para que possamos alcançar uma educação de qualidade.
Francisco Matto, em suas obras relata a cultura indígena, criando obras místicas. Utiliza-se de materiais rústicos e reaproveitáveis procurando preservar o meio ambiente.Presta culto as Deusas, simbolizando fertilidade, beleza e amor.
O que me deixou mais impressionada foi a forma como Francisco Matto e Jorge Macchi fazem suas obras. Tive bastante dificuldade de interpretá-las e, algumas nem consegui fazer a leitura, isto devido a maneira rústica e simples como foram produzidas. Sai da BIENAL com a certeza de que quase nada conheço de obra de arte e com outro olhar sobre este trabalho.
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