segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Dando continuidade as minhas postagens, reportei-me a textos estudados no eixo V. Como ler não é apenas decodificar, converter letras em som, fiz uma breve reflexão, li e reli o texto, podendo assim interpretar o que ali estava escrito.
Marx por exemplo foi um grande pensador, polêmico e inteligente, alguém que conhecia os interesses do capitalismo, mas tinha uma visão diferenciada do mundo, da educação e da valorização do ser humano. Considerava o homem responsável pela sociedade, valorizava o conhecimento adquirido através da leitura, da convivência social e da qualidade de vida. Acreditava na urgência de uma revolução na Educação.
Conforme cita Meszarios no texto “Educação contra alienação”, recuperar o sentido da educação é recuperar o senso crítico, levando o cidadão ao conhecimento de si mesmo por meio de alternativas criativas.
Ainda hoje, muitas escolas seguem a linha da escola dos séculos XIX e XX, usando a lógica do professor que ensina e do aluno que aprende, formando assim cidadão obediente, passivo e submisso, quanto menos letrado for o aluno, menor dificuldade de domínio sobre ele terá o professor.
A dominação legal continua presente na maioria das escolas públicas, onde as leis são ditadas pelos governantes, cabendo a educadores e educandos o dever de cumpri-las.
Nós como educadores, precisamos ter como meta a formação de seres participativos, pensantes, democráticos, críticos e questionadores, pois assim estaremos contribuindo para uma sociedade solidária, mais igualitária, onde todos tenham direito a uma educação de qualidade, podendo participar, criticar, organizar e resolver, dentro de seus limites e diferenças.
A escola quanto entidade educativa, precisa ser reorganizada, estruturada de tal modo que faça valer o papel importante que exerce na vida do ser humano, pois são com certeza os educadores os responsáveis natos pelo crescimento, desenvolvimento e formação de indivíduos com idéias libertadoras, capaz de enfrentar o mundo, mudando, criando e ou ajustando leis em benefício da coletividade.
Maria Beatriz Gomes da Silva, em seu texto “Organização Curricular da Escola e Avaliação da Aprendizagem”, fala da importância do currículo. Baseada neste tema, refleti sobre nossa responsabilidade quanto educadores neste contexto.
O currículo deve abranger o meio em que o professor atua as reais necessidades da turma, a valorização do ser humano, a formação crítica, o respeito a direitos e deveres, a democracia e a sociedade.
Nos dias atuais, se torna difícil a comunicação e a relação com a sociedade quando não se tem um domínio sobre a língua falada e um leitura com fluência, pois isto nos impossibilita de interpretar o mundo.
Se realmente queremos educar, precisamos oferecer oportunidades e subsídios para que o educando conviva com as mais diferentes formas de linguagem, proporcionando assim um crescimento que será alcançado através dos mais variados gêneros literários
Cabe ao professor e a escola fazer com que o aluno veja a leitura como algo interessante e desafiador, algo que, ao ser conquistado plenamente, dê autonomia e independência.

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Delaine,

São essas ideias de uma educação e de uma sociedade mais igualitárias, voltadas para a valorização do ser humano que devem nos mover enquanto profissionais. Para que essas ideias deixem de ser apenas ideias é preciso que os educadores tenham consciência do seu papel transformador e que se empenhem em, através do seu trabalho, construir um mundo melhor.

Beijos, Rô Leffa.