quarta-feira, 14 de abril de 2010

Meu Deus que acúmulo de tarefa! Ufa!!
Faz dois dias que escrevi meu portifólio e só agora vou conseguir digitar e postar.
Até ontem, percorri os caminhos do Pead, enfrentando medos, vencendo barreiras, reconhecendo limites, lutando contra o cansaço e alcançando vitórias.
Hoje, enfrento um grande desafio, o de ser estagiária. Parece meu primeiro dia de aula, em 1969.
Dizer que estou insegura , não seria real, confiante, seria de mais, ansiosa, talvez, mas digamos que estou tranqüila.
Não pretendo apresentar mudanças em meu modo de trabalhar, de tratar meus alunos, valorizando seus conhecimentos prévios, sua realidade, exercer autoridade sem ser autoritária.
Quero ser verdadeira, dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. Oportunizar o crescimento dos alunos na área afetiva , despertar o gosto pela leitura, instigar a interpretação, buscar experiências diárias para desenvolver o raciocínio rápido. Trabalho com uma turma de 12 alunos num espaço restrito, onde não é possível alterar a situação tradicional dos alunos a sentarem enfileirados, com espaço lateral aproximado de 30 centímetros uma classe da outra, mas isto não fará com que abra mão dos trabalhos em grupo, das encenações e das mímicas. Utilizarei todo espaço físico da escola, farei trabalho ao ar livre, mas continuarei lutando pelo crescimento dos meus alunos.
Trabalho com esta turma desde março, mas conversei com os alunos a respeito do estágio e combinamos que faríamos de conta que não nos conhecíamos.Seria como se estivesse trabalhando com eles pela primeira vez.
Hoje, 8horas, todos os alunos organizados em fila. Somos três estagiários , eu, o colega Fabilso, e a Daiane. O diretor da escola apresentou cada um de nós dizendo que turma iríamos assumir, pedindo o apoio e a colaboração de cada um para que pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Solicitou que a turma nos conduzisse até a sala.
Dialogamos, me apresentei e pedi que cada um dissesse seu nome e onde moravam.
Após entreguei a cada um uma ficha de apresentação, onde permitia saber mais sobre a vida de cada um, tal não foi minha surpresa quando exigiram que eu preenchesse uma ficha também. Confesso que não era minha intenção, mas percebi que deixando os alunos agirem com autonomia, dando-lhes oportunidade para falar, criticar, opinar, ou até mesmo exigir, farei um estágio maravilhoso, onde aprenderemos juntos, pois “feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina.” ( autor desconhecido).

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