quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sabemos quer para o cidadão conviver harmoniosamente com o grupo e o ambiente, não basta ser alfabetizado, precisa saber ler o mundo, ser letrado.
Através de experiências e estudos, está comprovado que a leitura é fundamental na vida de qualquer um e que a melhor forma de iniciar o estudo de um texto, é criar no aluno a necessidade da leitura.
Para que isto ocorra, é necessário o estímulo, que poderá ser provocado das mais diferentes maneiras, prevalecendo sempre a intenção de despertar e manter o interesse e o gosto pelo que faz.
Brincar de teatro faz de conta, realizar leitura de texto em coro falado, brincar de fazer mímica, propor desenhos e colagens, são atividades essenciais, pois o aluno tem liberdade de escolha, podendo interpretar, observar, participar, despertando assim a curiosidade e a criatividade .
Na verdade, educamos ainda hoje, com os mesmos métodos e princípios do passado, não passamos da geração alfabética , da aprendizagem através do texto escrito, do livro didático, da repetição de frases.
Podemos dizer que educandos e educadores são analfabetos ou semi-analfabetos para a leitura de imagens e dos sons. Valorizamos apenas o que nos é transmitido, através da palavra oral ou mais ainda, escrita.
Precisamos de legenda para “ver”, de letra para “sentir” uma música. Precisamos palavras para demonstrar nosso amor.
A escola, ao pretender ensinar, deve levar em conta o que o aluno traz consigo sua experiência pessoal, adquirida no seu grupo social e que esta influenciará no processo de aprendizagem.
A leitura é a principal responsável pelo conhecimento, e aprendizagem do educando, daí a importância do professor em oferecer subsídios para o desenvolvimento deste ato. Ensinar a ler, faz parte do conjunto de práticas que constitui o letramento. Não é suficiente decodificar a língua escrita para ser letrado. É necessário sim, tornar-se usuário desta língua, como leitor e como produtor de textos. Sendo assim, uma das funções do professor é contribuir para colocar seus “discípulos” em situação de letramento, não se limitando, a ensinar a decodificar e/ou a reproduzir o código lingüístico.
Como assinala Antunes (2003), “o aluno, antes de qualquer coisa, deveria estar convencido das vantagens de saber ler e poder. O professor faria bem, então, em ajudar o aluno a construir uma representação positiva da leitura e dos poderes que ela confere ao cidadão. E, em cada situação particular da sala de aula, deveria explicitar para os alunos os objetivos de toda atividade de leitura”.

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Delaine,

Mais importante do que os modos de "fazer a leitura" é o diálogo que se produz em torno dela e também a multiplicidade de textos a que o aluno é submetido. Isso sim o ajudará a desenvolver plenamente a capacidade da leitura; não a decifração do código, mas a compreensão, a reflexão a respeito do que lê.
Este é, sem dúvida, um grande compromisso do professor: comprometer-se com os alunos, promovendo o letramento.

Beijos, Rô Leffa.