A muito venho me preocupando com meu tom de voz. Sinto-o muito alto, agudo, alem da rapidez com que as palavras são pronunciadas.
Quando inicio meu trabalho com uma turma nova, transmito uma imagem de professora autoritária, e possessiva, o que na verdade não é real. Como estagiaria, estou procurando me corrigir, tenho como um dos objetivos modular a alta voz em ritmo de conversa, ouvir atentamente cada pronunciamento dos alunos, pedindo aos demais atenção e respeito com quem fala. Instigo o aluno a falar mais sobre o tema, criticar, argumentar, enfim explorar o assunto, só então faço minha réplica. Quando não tenha argumentos ou uma resposta para o que está sendo exposto, instigo os alunos a pesquisa, vou para casa e faço minha a tarefa dos alunos, pesquisar.Na próxima aula retomo ao assunto e juntos chegamos a um denominador comum. Aos alunos deixo claro o meu papel de aprendiz, não sou dona da verdade e com eles tenho muito a ensinar, mas também muito a aprender. Gosto de falar, mas muito mais de escutar, por isso desperto a iniciativa nos alunos de se recriar como alguém que fala e escuta. Estou sempre bem humorada, pois com quarenta anos de experiência profissional, aprendi que o humor é uma das melhores ferramentas na ligação aluno- professor e ensino- aprendizagem. Busco na medida do possível alterar o ensino passivo, pois a passividade não é uma condição natural da infância. Preso pelo aluno disposto, dinâmico, sadio, com capacidade afetiva e motora bem resolvida. Na escola, embora tenhamos um ambiente pleno de regras, currículo, testes e correções, me relaciono amigavelmente com as crianças, pois é nesta na faixa etária dos nove aos dose anos que a interação professor – aluno e a convivência com o grupo escolar se torna mais complexo que a relação com a família, pois a criança precisa se adaptar a horários e respeitar regras. Especialmente na hora do recreio, me dirijo a elas com palavras amigas, um gesto carinhoso, conseguindo assim controlar ou impedir muitas das agressões.Quando me deparo com algum aluno desordeiro, eu o fiscalizo para ver até onde vai. Olho em sua direção, mantendo contato visual, para que saiba que percebi e que quero que a desordem acabe. Se o olhar não funciona, digo alguma coisa, porem com cuidado para que não se caracterize como, agressão verbal, podendo ocasionar frustrações e fracassos por parte do agressor. Se a desordem é grave, encaminho os alunos até o SOE.
( Serviço de Orientação Educacional).
“Um excelente educador não é um ser humano perfeito, mas alguém que tem serenidade para se esvaziar e sensibilidade para aprender.” Augusto Cury- Pais brilhantes, professores fascinantes.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
SEMINÁRIO INTEGRADOR
Meu Deus que acúmulo de tarefa! Ufa!!
Faz dois dias que escrevi meu portifólio e só agora vou conseguir digitar e postar.
Até ontem, percorri os caminhos do Pead, enfrentando medos, vencendo barreiras, reconhecendo limites, lutando contra o cansaço e alcançando vitórias.
Hoje, enfrento um grande desafio, o de ser estagiária. Parece meu primeiro dia de aula, em 1969.
Dizer que estou insegura , não seria real, confiante, seria de mais, ansiosa, talvez, mas digamos que estou tranqüila.
Não pretendo apresentar mudanças em meu modo de trabalhar, de tratar meus alunos, valorizando seus conhecimentos prévios, sua realidade, exercer autoridade sem ser autoritária.
Quero ser verdadeira, dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. Oportunizar o crescimento dos alunos na área afetiva , despertar o gosto pela leitura, instigar a interpretação, buscar experiências diárias para desenvolver o raciocínio rápido. Trabalho com uma turma de 12 alunos num espaço restrito, onde não é possível alterar a situação tradicional dos alunos a sentarem enfileirados, com espaço lateral aproximado de 30 centímetros uma classe da outra, mas isto não fará com que abra mão dos trabalhos em grupo, das encenações e das mímicas. Utilizarei todo espaço físico da escola, farei trabalho ao ar livre, mas continuarei lutando pelo crescimento dos meus alunos.
Trabalho com esta turma desde março, mas conversei com os alunos a respeito do estágio e combinamos que faríamos de conta que não nos conhecíamos.Seria como se estivesse trabalhando com eles pela primeira vez.
Hoje, 8horas, todos os alunos organizados em fila. Somos três estagiários , eu, o colega Fabilso, e a Daiane. O diretor da escola apresentou cada um de nós dizendo que turma iríamos assumir, pedindo o apoio e a colaboração de cada um para que pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Solicitou que a turma nos conduzisse até a sala.
Dialogamos, me apresentei e pedi que cada um dissesse seu nome e onde moravam.
Após entreguei a cada um uma ficha de apresentação, onde permitia saber mais sobre a vida de cada um, tal não foi minha surpresa quando exigiram que eu preenchesse uma ficha também. Confesso que não era minha intenção, mas percebi que deixando os alunos agirem com autonomia, dando-lhes oportunidade para falar, criticar, opinar, ou até mesmo exigir, farei um estágio maravilhoso, onde aprenderemos juntos, pois “feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina.” ( autor desconhecido).
Faz dois dias que escrevi meu portifólio e só agora vou conseguir digitar e postar.
Até ontem, percorri os caminhos do Pead, enfrentando medos, vencendo barreiras, reconhecendo limites, lutando contra o cansaço e alcançando vitórias.
Hoje, enfrento um grande desafio, o de ser estagiária. Parece meu primeiro dia de aula, em 1969.
Dizer que estou insegura , não seria real, confiante, seria de mais, ansiosa, talvez, mas digamos que estou tranqüila.
Não pretendo apresentar mudanças em meu modo de trabalhar, de tratar meus alunos, valorizando seus conhecimentos prévios, sua realidade, exercer autoridade sem ser autoritária.
Quero ser verdadeira, dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. Oportunizar o crescimento dos alunos na área afetiva , despertar o gosto pela leitura, instigar a interpretação, buscar experiências diárias para desenvolver o raciocínio rápido. Trabalho com uma turma de 12 alunos num espaço restrito, onde não é possível alterar a situação tradicional dos alunos a sentarem enfileirados, com espaço lateral aproximado de 30 centímetros uma classe da outra, mas isto não fará com que abra mão dos trabalhos em grupo, das encenações e das mímicas. Utilizarei todo espaço físico da escola, farei trabalho ao ar livre, mas continuarei lutando pelo crescimento dos meus alunos.
Trabalho com esta turma desde março, mas conversei com os alunos a respeito do estágio e combinamos que faríamos de conta que não nos conhecíamos.Seria como se estivesse trabalhando com eles pela primeira vez.
Hoje, 8horas, todos os alunos organizados em fila. Somos três estagiários , eu, o colega Fabilso, e a Daiane. O diretor da escola apresentou cada um de nós dizendo que turma iríamos assumir, pedindo o apoio e a colaboração de cada um para que pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Solicitou que a turma nos conduzisse até a sala.
Dialogamos, me apresentei e pedi que cada um dissesse seu nome e onde moravam.
Após entreguei a cada um uma ficha de apresentação, onde permitia saber mais sobre a vida de cada um, tal não foi minha surpresa quando exigiram que eu preenchesse uma ficha também. Confesso que não era minha intenção, mas percebi que deixando os alunos agirem com autonomia, dando-lhes oportunidade para falar, criticar, opinar, ou até mesmo exigir, farei um estágio maravilhoso, onde aprenderemos juntos, pois “feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina.” ( autor desconhecido).
SEMINÁRIO INTEGRADOR
Meu Deus que acúmulo de tarefa! Ufa!!
Faz dois dias que escrevi meu portifólio e só agora vou conseguir digitar e postar.
Até ontem, percorri os caminhos do Pead, enfrentando medos, vencendo barreiras, reconhecendo limites, lutando contra o cansaço e alcançando vitórias.
Hoje, enfrento um grande desafio, o de ser estagiária. Parece meu primeiro dia de aula, em 1969.
Dizer que estou insegura , não seria real, confiante, seria de mais, ansiosa, talvez, mas digamos que estou tranqüila.
Não pretendo apresentar mudanças em meu modo de trabalhar, de tratar meus alunos, valorizando seus conhecimentos prévios, sua realidade, exercer autoridade sem ser autoritária.
Quero ser verdadeira, dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. Oportunizar o crescimento dos alunos na área afetiva , despertar o gosto pela leitura, instigar a interpretação, buscar experiências diárias para desenvolver o raciocínio rápido. Trabalho com uma turma de 12 alunos num espaço restrito, onde não é possível alterar a situação tradicional dos alunos a sentarem enfileirados, com espaço lateral aproximado de 30 centímetros uma classe da outra, mas isto não fará com que abra mão dos trabalhos em grupo, das encenações e das mímicas. Utilizarei todo espaço físico da escola, farei trabalho ao ar livre, mas continuarei lutando pelo crescimento dos meus alunos.
Trabalho com esta turma desde março, mas conversei com os alunos a respeito do estágio e combinamos que faríamos de conta que não nos conhecíamos.Seria como se estivesse trabalhando com eles pela primeira vez.
Hoje, 8horas, todos os alunos organizados em fila. Somos três estagiários , eu, o colega Fabilso, e a Daiane. O diretor da escola apresentou cada um de nós dizendo que turma iríamos assumir, pedindo o apoio e a colaboração de cada um para que pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Solicitou que a turma nos conduzisse até a sala.
Dialogamos, me apresentei e pedi que cada um dissesse seu nome e onde moravam.
Após entreguei a cada um uma ficha de apresentação, onde permitia saber mais sobre a vida de cada um, tal não foi minha surpresa quando exigiram que eu preenchesse uma ficha também. Confesso que não era minha intenção, mas percebi que deixando os alunos agirem com autonomia, dando-lhes oportunidade para falar, criticar, opinar, ou até mesmo exigir, farei um estágio maravilhoso, onde aprenderemos juntos, pois “feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina.” ( autor desconhecido).
Faz dois dias que escrevi meu portifólio e só agora vou conseguir digitar e postar.
Até ontem, percorri os caminhos do Pead, enfrentando medos, vencendo barreiras, reconhecendo limites, lutando contra o cansaço e alcançando vitórias.
Hoje, enfrento um grande desafio, o de ser estagiária. Parece meu primeiro dia de aula, em 1969.
Dizer que estou insegura , não seria real, confiante, seria de mais, ansiosa, talvez, mas digamos que estou tranqüila.
Não pretendo apresentar mudanças em meu modo de trabalhar, de tratar meus alunos, valorizando seus conhecimentos prévios, sua realidade, exercer autoridade sem ser autoritária.
Quero ser verdadeira, dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. Oportunizar o crescimento dos alunos na área afetiva , despertar o gosto pela leitura, instigar a interpretação, buscar experiências diárias para desenvolver o raciocínio rápido. Trabalho com uma turma de 12 alunos num espaço restrito, onde não é possível alterar a situação tradicional dos alunos a sentarem enfileirados, com espaço lateral aproximado de 30 centímetros uma classe da outra, mas isto não fará com que abra mão dos trabalhos em grupo, das encenações e das mímicas. Utilizarei todo espaço físico da escola, farei trabalho ao ar livre, mas continuarei lutando pelo crescimento dos meus alunos.
Trabalho com esta turma desde março, mas conversei com os alunos a respeito do estágio e combinamos que faríamos de conta que não nos conhecíamos.Seria como se estivesse trabalhando com eles pela primeira vez.
Hoje, 8horas, todos os alunos organizados em fila. Somos três estagiários , eu, o colega Fabilso, e a Daiane. O diretor da escola apresentou cada um de nós dizendo que turma iríamos assumir, pedindo o apoio e a colaboração de cada um para que pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Solicitou que a turma nos conduzisse até a sala.
Dialogamos, me apresentei e pedi que cada um dissesse seu nome e onde moravam.
Após entreguei a cada um uma ficha de apresentação, onde permitia saber mais sobre a vida de cada um, tal não foi minha surpresa quando exigiram que eu preenchesse uma ficha também. Confesso que não era minha intenção, mas percebi que deixando os alunos agirem com autonomia, dando-lhes oportunidade para falar, criticar, opinar, ou até mesmo exigir, farei um estágio maravilhoso, onde aprenderemos juntos, pois “feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina.” ( autor desconhecido).
Meu Deus que acúmulo de tarefa! Ufa!!
Faz dois dias que escrevi meu portifólio e só agora vou conseguir digitar e postar.
Até ontem, percorri os caminhos do Pead, enfrentando medos, vencendo barreiras, reconhecendo limites, lutando contra o cansaço e alcançando vitórias.
Hoje, enfrento um grande desafio, o de ser estagiária. Parece meu primeiro dia de aula, em 1969.
Dizer que estou insegura , não seria real, confiante, seria de mais, ansiosa, talvez, mas digamos que estou tranqüila.
Não pretendo apresentar mudanças em meu modo de trabalhar, de tratar meus alunos, valorizando seus conhecimentos prévios, sua realidade, exercer autoridade sem ser autoritária.
Quero ser verdadeira, dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. Oportunizar o crescimento dos alunos na área afetiva , despertar o gosto pela leitura, instigar a interpretação, buscar experiências diárias para desenvolver o raciocínio rápido. Trabalho com uma turma de 12 alunos num espaço restrito, onde não é possível alterar a situação tradicional dos alunos a sentarem enfileirados, com espaço lateral aproximado de 30 centímetros uma classe da outra, mas isto não fará com que abra mão dos trabalhos em grupo, das encenações e das mímicas. Utilizarei todo espaço físico da escola, farei trabalho ao ar livre, mas continuarei lutando pelo crescimento dos meus alunos.
Trabalho com esta turma desde março, mas conversei com os alunos a respeito do estágio e combinamos que faríamos de conta que não nos conhecíamos.Seria como se estivesse trabalhando com eles pela primeira vez.
Hoje, 8horas, todos os alunos organizados em fila. Somos três estagiários , eu, o colega Fabilso, e a Daiane. O diretor da escola apresentou cada um de nós dizendo que turma iríamos assumir, pedindo o apoio e a colaboração de cada um para que pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Solicitou que a turma nos conduzisse até a sala.
Dialogamos, me apresentei e pedi que cada um dissesse seu nome e onde moravam.
Após entreguei a cada um uma ficha de apresentação, onde permitia saber mais sobre a vida de cada um, tal não foi minha surpresa quando exigiram que eu preenchesse uma ficha também. Confesso que não era minha intenção, mas percebi que deixando os alunos agirem com autonomia, dando-lhes oportunidade para falar, criticar, opinar, ou até mesmo exigir, farei um estágio maravilhoso, onde aprenderemos juntos, pois “feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina.” ( autor desconhecido).
Faz dois dias que escrevi meu portifólio e só agora vou conseguir digitar e postar.
Até ontem, percorri os caminhos do Pead, enfrentando medos, vencendo barreiras, reconhecendo limites, lutando contra o cansaço e alcançando vitórias.
Hoje, enfrento um grande desafio, o de ser estagiária. Parece meu primeiro dia de aula, em 1969.
Dizer que estou insegura , não seria real, confiante, seria de mais, ansiosa, talvez, mas digamos que estou tranqüila.
Não pretendo apresentar mudanças em meu modo de trabalhar, de tratar meus alunos, valorizando seus conhecimentos prévios, sua realidade, exercer autoridade sem ser autoritária.
Quero ser verdadeira, dar continuidade ao trabalho que venho desenvolvendo. Oportunizar o crescimento dos alunos na área afetiva , despertar o gosto pela leitura, instigar a interpretação, buscar experiências diárias para desenvolver o raciocínio rápido. Trabalho com uma turma de 12 alunos num espaço restrito, onde não é possível alterar a situação tradicional dos alunos a sentarem enfileirados, com espaço lateral aproximado de 30 centímetros uma classe da outra, mas isto não fará com que abra mão dos trabalhos em grupo, das encenações e das mímicas. Utilizarei todo espaço físico da escola, farei trabalho ao ar livre, mas continuarei lutando pelo crescimento dos meus alunos.
Trabalho com esta turma desde março, mas conversei com os alunos a respeito do estágio e combinamos que faríamos de conta que não nos conhecíamos.Seria como se estivesse trabalhando com eles pela primeira vez.
Hoje, 8horas, todos os alunos organizados em fila. Somos três estagiários , eu, o colega Fabilso, e a Daiane. O diretor da escola apresentou cada um de nós dizendo que turma iríamos assumir, pedindo o apoio e a colaboração de cada um para que pudéssemos desenvolver um bom trabalho. Solicitou que a turma nos conduzisse até a sala.
Dialogamos, me apresentei e pedi que cada um dissesse seu nome e onde moravam.
Após entreguei a cada um uma ficha de apresentação, onde permitia saber mais sobre a vida de cada um, tal não foi minha surpresa quando exigiram que eu preenchesse uma ficha também. Confesso que não era minha intenção, mas percebi que deixando os alunos agirem com autonomia, dando-lhes oportunidade para falar, criticar, opinar, ou até mesmo exigir, farei um estágio maravilhoso, onde aprenderemos juntos, pois “feliz é aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina.” ( autor desconhecido).
domingo, 4 de abril de 2010
SEMINARIO INTEGRADOR
Estágio Curricular. Dúvida? Incerteza? Ansiedade? Temor?Certeza?
Para mim esta ultima palavra retrata todo meu sentimento neste momento final de uma trajetória que abriu muitos horizontes, muitas amizades surgiram, muitos conhecimentos e agora o ponto culminante, o momento de aplicarmos e justificarmos tudo aquilo que aprendemos ou relembramos durante os semestres anteriores.
Didática, sempre foi didática, desde os anos sessenta quando acabei o magistério, algumas alterações surgiram, muitas mudanças na educação, mas o princípio básico de que o professor que deseja realizar uma boa atuação docente deve elaborar e organizar planos em diferentes níveis de complexidade, estimulando a participação do aluno, afim de que possa realmente efetuar um aprendizagem significativa prevalece até hoje. A responsabilidade do mestre é a mesma. Grande parte da eficácia do trabalho do professor depende da organicidade, coerência e flexibilidade do seu planejamento.
Para mim esta ultima palavra retrata todo meu sentimento neste momento final de uma trajetória que abriu muitos horizontes, muitas amizades surgiram, muitos conhecimentos e agora o ponto culminante, o momento de aplicarmos e justificarmos tudo aquilo que aprendemos ou relembramos durante os semestres anteriores.
Didática, sempre foi didática, desde os anos sessenta quando acabei o magistério, algumas alterações surgiram, muitas mudanças na educação, mas o princípio básico de que o professor que deseja realizar uma boa atuação docente deve elaborar e organizar planos em diferentes níveis de complexidade, estimulando a participação do aluno, afim de que possa realmente efetuar um aprendizagem significativa prevalece até hoje. A responsabilidade do mestre é a mesma. Grande parte da eficácia do trabalho do professor depende da organicidade, coerência e flexibilidade do seu planejamento.
Durante o curso, muito aprendi sobre tecnologia, suas vantagens e facilidades na realização de atividades e na aprendizagem do aluno. Nossa realidade é bem outra, nem a escola e nem os alunos em sua quase totalidade tem acesso a Internet, por não dispor de computadores.
Estou relendo o material oferecido pelo Pead, pesquisando em livros didáticos e junto a colegas professores, formas a fim de organizar atividades referentes ao nível da turma que vou estagiar, buscando atender a cada aluno em sua individualidade, mesmo que isso implique em adaptá-las ou reestrutura-las.
Estou relendo o material oferecido pelo Pead, pesquisando em livros didáticos e junto a colegas professores, formas a fim de organizar atividades referentes ao nível da turma que vou estagiar, buscando atender a cada aluno em sua individualidade, mesmo que isso implique em adaptá-las ou reestrutura-las.
Espero, com calma, dedicação e muito esforço conseguir transmitir a meus alunos os conhecimentos e habilidades adquiridas durante quarenta anos de magistério, enriquecidas com o potencial adquirido neste período letivo junto ao Pead.
Procurarei não me desviar da linha que venho seguindo, apenas aperfeiçoa-la, meu trabalho democrático, onde o aluno é o centro do interesse, expondo idéias, dúvidas e certezas, são o alicerce para que desenvolva meu trabalho com eficácia e qualidade, fazendo a diferença na escola.
Apesar da deficiência de espaço físico na escola, da falta de disponibilidade de matéria didático e pedagógico, não me abaterei, continuarei como fiz a vida inteira, improvisando, reaproveitando, criando, usando conhecimentos prévios, meus, dos alunos e dos pais, pois é partir desta parceria que minhas aulas se tornam produtivas e prazerosas.
Pretendo enfocar uma pratica diversificada, através de diferentes atividades flexíveis e adaptáveis a realidade, experiência e desenvolvimento da turma.
No meu ponto de vista, o estágio não será uma situação nova, apenas diferente forma de fazer o registro. Venho a cada dia, a partir do ingresso junto ao Pead, procurando aprimorar meus conhecimentos, incluindo-os na minha pratica pedagógica, faço muita leitura, do material oferecido pela UFRGS, livros de escritores sugeridos, trabalhos e portifólios de colegas, buscando resolver minhas dúvidas ou confirmar minhas certezas.
No meu ponto de vista, o estágio não será uma situação nova, apenas diferente forma de fazer o registro. Venho a cada dia, a partir do ingresso junto ao Pead, procurando aprimorar meus conhecimentos, incluindo-os na minha pratica pedagógica, faço muita leitura, do material oferecido pela UFRGS, livros de escritores sugeridos, trabalhos e portifólios de colegas, buscando resolver minhas dúvidas ou confirmar minhas certezas.
Assusta-me apenas a tecnologia, as ferramentas usadas na postagem dos trabalhos. Isto poderá prejudicar minha pontualidade nas postagens.
quarta-feira, 31 de março de 2010
SEMINARIO INTEGRADOR
Início de ano. Mais um período de expectativa, ansiedade angustia, mas, sobretudo vontade vencer.
Primeira aula presencial, preocupação. O que seria tratado?
Como seriam as exigências do estágio?
Como seriam as exigências do estágio?
A aula transcorreu num clima de serenidade. As professoras foram felizes e eficientes em suas colocações, expuseram de tal forma as atividades que me senti motivada a iniciar logo o estágio.
Hoje, conversando com colegas do meu município, vejo que não é só minha a dificuldade na área tecnológica. Estamos enfrentando grandes dificuldades em trabalhar com as ferramentas solicitadas e por estarmos tão distantes do pólo e dependermos de transporte escolar é difícil o nosso comparecimento. Anotei todas as palavras das professoras, prestei o máximo de atenção, mas mesmo assim não estou conseguindo realizar meu trabalho com segurança.
segunda-feira, 29 de março de 2010
SEMINARIO INTEGRADOR
Como primeira postagem no meu portifólio no corrente ano, sinto necessidade de narrar um fato ocorrido na escola onde desenvolvo minhas atividades docentes.
Estava na sala dos professores e pude presenciar o diálogo entre professora titular da turma Y, equipe diretiva da escola e membros da APAE.
Justificava a professora que seu aluno “Bobi” deveria freqüentar classe especial, pois era surdo e não sendo usuário constante e fluente da língua escrita, não conseguia conviver socialmente, estava ficando marginalizado, apresentando dificuldade de comunicação com os colegas e com a própria, julgava-o menos capaz que os outros alunos.
O assunto continuava porem tocou o sinal e fui para a sala onde minha turma aguardava a por mim.
Seria justo o que estava sendo decidido? Ser surdo realmente significa ser menos capaz? “Bobi” por vários dias ocupou meu pensamento. Procurava uma forma de poder ajudá-lo sem que para isso fosse preciso separá-lo dos colegas, tendo que enfrentar um ambiente totalmente novo ou, quem sabe um atendimento paralelo poderia trazer melhores resultados.
Sabemos que a tentativa de fazer os surdos falar não apresentou grandes avanços, apesar de continuarmos insistindo em desenvolver neles a capacidade de compreender nossa língua oral e por ela se comunicar.
Baseada nos conhecimentos adquiridos na disciplina de LIBRAS, na vivência que tenho junto a uma sobrinha surda e ainda na experiência vivenciada quando alfabetizei uma aluna surda, não pude calar. Conversei com a titular da turma de “Bobi”, falei sobre a Língua Brasileira de Sinais, destacando que através dela seria possível desenvolver o centro cerebral da linguagem, ou seja, haveria possibilidades de desenvolvimento cognitivo, afetivo e emocional, tornando-o uma pessoa idêntica às ouvintes.
Continuaram as conversações e agora por decisão da professora, da direção, juntamente com especialistas da APAE, os pais de “Bobi” foram conscientizados de que tem um filho normal, inteligente e criativo, porem fala outra língua e que será encaminhado para acompanhamento junto a APAE.
Graças à sensibilidade da professora e o apoio dos pais e profissionais, “Bobi” aos 13 anos de idade entra em contato com a língua dos sinais. Com certeza encontrará dificuldades maiores em aprender, pois o instrumento cerebral da linguagem já foi afetado, mas é possível dentro de seu limite aprender alguma coisa. “Bobo” tem acompanhamento de especialista e no turno inverso freqüenta classe do ensino regular.
Na escola, os colegas se interessaram pela língua de sinais, a professora de LIBRAS oferece subsídios para a professora, como alfabeto, e “Bobi” vive uma vida normal junto a turma regular.
“De início se recusava a usar sinais, justificando que ninguém o entendia, mas hoje venceu o preconceito, se comunica” normalmente”, compreende, é compreendido e amado pelos colegas e professores e demonstra o desejo de se tornar médico.
Nesta minha intervenção e por que não dizer vitória, vejo o quanto aprendi na disciplina de LIBRAS e na minha experiência de 41 anos de magistério.
“A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”. (Paulo Freire).
Estava na sala dos professores e pude presenciar o diálogo entre professora titular da turma Y, equipe diretiva da escola e membros da APAE.
Justificava a professora que seu aluno “Bobi” deveria freqüentar classe especial, pois era surdo e não sendo usuário constante e fluente da língua escrita, não conseguia conviver socialmente, estava ficando marginalizado, apresentando dificuldade de comunicação com os colegas e com a própria, julgava-o menos capaz que os outros alunos.
O assunto continuava porem tocou o sinal e fui para a sala onde minha turma aguardava a por mim.
Seria justo o que estava sendo decidido? Ser surdo realmente significa ser menos capaz? “Bobi” por vários dias ocupou meu pensamento. Procurava uma forma de poder ajudá-lo sem que para isso fosse preciso separá-lo dos colegas, tendo que enfrentar um ambiente totalmente novo ou, quem sabe um atendimento paralelo poderia trazer melhores resultados.
Sabemos que a tentativa de fazer os surdos falar não apresentou grandes avanços, apesar de continuarmos insistindo em desenvolver neles a capacidade de compreender nossa língua oral e por ela se comunicar.
Baseada nos conhecimentos adquiridos na disciplina de LIBRAS, na vivência que tenho junto a uma sobrinha surda e ainda na experiência vivenciada quando alfabetizei uma aluna surda, não pude calar. Conversei com a titular da turma de “Bobi”, falei sobre a Língua Brasileira de Sinais, destacando que através dela seria possível desenvolver o centro cerebral da linguagem, ou seja, haveria possibilidades de desenvolvimento cognitivo, afetivo e emocional, tornando-o uma pessoa idêntica às ouvintes.
Continuaram as conversações e agora por decisão da professora, da direção, juntamente com especialistas da APAE, os pais de “Bobi” foram conscientizados de que tem um filho normal, inteligente e criativo, porem fala outra língua e que será encaminhado para acompanhamento junto a APAE.
Graças à sensibilidade da professora e o apoio dos pais e profissionais, “Bobi” aos 13 anos de idade entra em contato com a língua dos sinais. Com certeza encontrará dificuldades maiores em aprender, pois o instrumento cerebral da linguagem já foi afetado, mas é possível dentro de seu limite aprender alguma coisa. “Bobo” tem acompanhamento de especialista e no turno inverso freqüenta classe do ensino regular.
Na escola, os colegas se interessaram pela língua de sinais, a professora de LIBRAS oferece subsídios para a professora, como alfabeto, e “Bobi” vive uma vida normal junto a turma regular.
“De início se recusava a usar sinais, justificando que ninguém o entendia, mas hoje venceu o preconceito, se comunica” normalmente”, compreende, é compreendido e amado pelos colegas e professores e demonstra o desejo de se tornar médico.
Nesta minha intervenção e por que não dizer vitória, vejo o quanto aprendi na disciplina de LIBRAS e na minha experiência de 41 anos de magistério.
“A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”. (Paulo Freire).
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